eu nunca desisto de ninguém!
enquanto você quizer continuar a caminhada, enquanto as esteiras rolantes de nossas vidas estiverem paralelas nós seguiremos de mãos dadas, esse era meu lema...
e eu fui fiel a ele, realmente com todoas as pessoas que passaram pela minha vida.
assim cresci e ajudei muitos a cescerem...
por que então ver a minha família tão diferente de mim machucou tanto? por que eu cheguei a desistir.
lembro agora das vezes que pensei que meu pai jamais conheceria futuros netos. que uma vez saida de casa, não teria de contato nem cartões de Natal. não queria essa gente de energia negativa, mente pessimista e coração fechado perto de mim...
hoje, olhando de fora, não é essa a imagem que tenho.
será que por que não é mais sobre mim? não me sinto mais humilhada tendo sempre que ter mil explicações pra cada ação, cada suspiro. hoje sou respeitada pela minha independencia... ou isso é o que eu penso...
e sinto que talvez seja hora de estar por perto de novo e tentar de novo viver em família... tentar juntar os pedaços desses corações tão recentidos sei lá pelo que...
e tentar ser feliz!
Jessica, eu amo você! [pode ser chatinha, meu bem... eu vou fazer um esforcinho pra lembrar que eu ja tive a sua idade...]
eu morro sempre. de quando em quando. e cada vez que eu morro renasço mais viva. eu enterro minhas lições aprendidas pra darem frutos. cremo meus defeitos, meus medos e renasço das cinzas... "Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar." - Clarisse Lispector
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
tempo implacável
Tanto a ser dito... e nada que eu gostaria de registrar para sempre... mas enfim, registros devem ser feitos...
e eu tenho apenas o testemunho de que o tempo passa implacável. "Prontos ou não, aí vou eu!" e assim morre mais alguém que eu nem sei o quanto cheguei a amar.
amei porque foi alguém.
quem foi pra mim?
é sempre injusto julgar um sentimento morto...
e lá se foi mais um exemplo de como não morrer minha vida! eu quero mais!
minha avó me criou. lavou passou e cozinhou enquanto eu crescia e se fosse por ela não teria aprendido nada disso, mas tudo bem...
ela também mentia pro meu pai dizendo que eu já tinha tomado banho, pq pra ela no banho pegava friagem e deixava a gente doente...
mas ela deixava eu comer pudim quentinho acabado de sair do forno... e contava histórias de saci e lobisomem que ela creditava que aconteceram mesmo perto dela no sitio onde cresceu...
ela não se casou com o homem dos seus sonhos e quando se lembrava disso frustrava-se...
era facil convence-la a deixar ir pra casa das amiguinhas...
ela nunca saia de casa...
NÃO ME LEMBRO DE ESTAR NO COLO DELA...
lembro bem da minha irmã no colo dela. sempre...
só fomos conversar como amigas quando ela teve o derrame e eu cuidava dela...
tive que delegar a responsabilidade para suas filhas...
e minhas chances de fazer melhor vão uma a uma contando regressivamente... pra onde eu vou agora?
e eu tenho apenas o testemunho de que o tempo passa implacável. "Prontos ou não, aí vou eu!" e assim morre mais alguém que eu nem sei o quanto cheguei a amar.
amei porque foi alguém.
quem foi pra mim?
é sempre injusto julgar um sentimento morto...
e lá se foi mais um exemplo de como não morrer minha vida! eu quero mais!
minha avó me criou. lavou passou e cozinhou enquanto eu crescia e se fosse por ela não teria aprendido nada disso, mas tudo bem...
ela também mentia pro meu pai dizendo que eu já tinha tomado banho, pq pra ela no banho pegava friagem e deixava a gente doente...
mas ela deixava eu comer pudim quentinho acabado de sair do forno... e contava histórias de saci e lobisomem que ela creditava que aconteceram mesmo perto dela no sitio onde cresceu...
ela não se casou com o homem dos seus sonhos e quando se lembrava disso frustrava-se...
era facil convence-la a deixar ir pra casa das amiguinhas...
ela nunca saia de casa...
NÃO ME LEMBRO DE ESTAR NO COLO DELA...
lembro bem da minha irmã no colo dela. sempre...
só fomos conversar como amigas quando ela teve o derrame e eu cuidava dela...
tive que delegar a responsabilidade para suas filhas...
e minhas chances de fazer melhor vão uma a uma contando regressivamente... pra onde eu vou agora?
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